Eu vi as melhores mentes da minha geração distraídas pelo brilho, arrastadas por algoritmos, clicando em êxtase, arrastando-se pelos mercados digitais à procura de uma conexão instantânea,
Que pobres anjos desesperados, queimando por uma transação descentralizada, iluminados pelas telas, em sonhos de liberdade financeira, que se lançam na blockchain, para a guerra contra a censura,
Que passaram por academias de código com olhos radiantes, desnudando-se diante de contratos inteligentes e tokens não fungíveis, contemplando o vasto mar de possibilidades do metaverso,
Que se conectaram através de redes peer-to-peer, em cafés descolados, trocando criptomoedas, falando do futuro, de um mundo sem fronteiras, sem bancos,
Que se lançaram na revolução do silício, com carteiras digitais, com a promessa de um amanhã descentralizado, onde cada voz pode ser ouvida, cada voto é um token,
Ah, Carl Solomon! Enquanto eu estou sentado aqui, na máquina virtual deste novo mundo, onde a realidade é construída em códigos e a esperança é armazenada em cadeias,
Eu reescrevo o teu uivo para uma era de inovação, onde cada passo é um bloco, cada sonho é um ledger, e cada alma é livre para criar, para construir, para ser.